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segunda-feira, 4 de junho de 2012

Arrivederci Milão!

Olá,

Não postamos ontem pois foi um dia muito cansativo. Fomos muito cedo para o local do encontro com o Papa pois pensávamos que não conseguiríamos um lugar bom. Acontece que a organização do evento que não tinha sido muito boa até então nos surpreendeu e nem precisávamos ter madrugado lá para termos um local agradável muito perto do altar.
Antes algumas fotos do dia Anterior, nós com o Pe. Manolo, esse hombre é muito gente fina.

O encontro com o povo de Manaus, cheios de espírito de peregrinos. As bandeiras faziam com que eles fossem entrevistados e fotografados o tempo todo.

Aguardando o Papa.

Nossa distância do palco.

Vimos o Papa passar bem de perto. Aqui é o momento em que o Estêvão registra este acontecimento.
Os poucos segundos dele passando estão lá perto de 1:45s.

Apesar do cansaço a missa foi muito boa, a homília principalmente.

A vossa vocação não é fácil de viver, especialmente hoje, mas a realidade do amor é maravilhosa, é a única força que pode verdadeiramente transformar o universo, o mundo.
Encontramos com muitos brasileiros por lá, de Curitiba, Brasília, São Paulo, etc. É bom encontrar com os brasileiros por aqui. Encontramos também nossos parentes de Manaus que estão fazendo um outro roteiro (Jr. e Eleliana, Eduardo, Syrte e filhos), todos bem graças a Deus.
Infelizmente devido ao cansaço (tínhamos dormido menos de 4 horas) não conseguimos ir ao Encontro Vocacional com o Kiko, só soubemos que foi muito emocionante e que um rio de famílias se levantaram para a itinerância.

Nossos pequenos adoeceram, Helena ficou com febre, acabamos acordando tarde e resolvemos não fazer o roteiro que pretendíamos. Acionamos o seguro e isso nos surpreendeu, a coisa funcionou melhor do que pensávamos, vou até fazer propaganda da empresa - Coris. O médico (Maurizio) foi atencioso, falava um pouco de português e medicou a todos. Na farmácia a atendente também foi muito gentil e ficou preocupada por estarmos levando tantos remédios, até nos deu o soro de graça.
Aqui todo mundo pensa que eu sou rico, pela quantidade de filhos todo mundo quer saber qual é minha profissão... mal sabem eles...
Examinando o Estêvão.
 Todos medicados resolvemos ir ao Duomo de Milão que era um passeio mais ameno de se fazer.
A Igreja é imponente, muito bonita. Queríamos visitar o batistério, onde Santo Agostinho foi batizado por Santo Ambrósio, eu acabei bobeando e quando fui comprar os tickets já era tarde demais. Acabamos saindo da Igreja um pouco frustrados.

Crianças curtindo os pombos na praça do Duomo

Voltamos do Duomo e paramos numa praça para as crianças brincarem um pouco
Na saída encontramos o grupo de Curitiba e foi muito bacana trocar umas palavras com eles.
Bom, na volta pra casa resolvemos parar num McDonalds onde gravei esse vídeo das crianças.
Amanhã (hoje aqui) vamos para Florença, rezem por nós, se Deus quiser tudo vai dar certo.

Boa noite, agora eu vou dormir!
Abs,
Felipe
ps, os vídeos ainda estão carregando, posto pela manhã.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

CADA FAMÍLIA TEM A SUA VIA-SACRA


Meditação da Via-Sacra no Coliseu

ROMA, sexta-feira, 06 de abril de 2012(ZENIT.org) – Apresentamos a introdução das meditações da Via Sacra de Danilo e Anna Maria Zanzucchi, iniciadores do Movimento "Famílias Novas", presidida pelo Santo Padre Bento XVI nesta Sexta-feira Santa 2012.
***
Jesus diz: «Se alguém quiser vir após Mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz, dia após dia, e siga-Me». Um convite válido para todos: solteiros e casados, jovens, adultos e idosos, ricos e pobres, desta ou daquela nação. Vale também para cada família, para os seus membros individualmente ou para a pequena comunidade como tal.
Antes de entrar na sua Paixão final, Jesus, no horto das oliveiras, deixado só pelos apóstolos adormecidos, teve medo daquilo que O esperava e, dirigindo-Se ao Pai, pediu: «Se é possível, afaste-se de Mim este cálice». Acrescentando imediatamente: «No entanto, não seja como Eu quero, mas como Tu queres».
Daquele momento dramático e solene, tira-se uma lição profunda para quantos se puseram a segui-Lo. Como cada cristão, também cada família tem a sua via-sacra: doenças, mortes, apuros financeiros, pobreza, traições, comportamentos imorais dum ou doutro, desavenças com os parentes, calamidades naturais.
Mas, neste caminho doloroso, cada cristão, cada família pode levantar o olhar e fixá-lo em Jesus, Homem-Deus.
Revivamos, juntos, a experiência final de Jesus sobre a terra, acolhida pelas mãos do Pai: uma experiência dolorosa e sublime, na qual Jesus condensou o exemplo e o ensinamento mais preciosos para vivermos em plenitude a nossa vida, segundo o modelo da sua vida.
Via-Sacra na íntegra.

domingo, 25 de dezembro de 2011

Feliz Natal

Atualização do cartão:
No menino Jesus, Deus fez-Se dependente, necessitado do amor de pessoas humanas, reduzido à condição de pedir o seu, o nosso, amor. 



O criador se fez criatura. E assim, homem, trouxe ao mundo a esperança! Que possamos ter, todos nós, fé em Cristo e nutrir sentimentos de humildade, caridade e perdão.
 
Desejamos a todos um Feliz Natal!
São os votos da nossa família: Felipe, Graziane, Estêvão, Clara, Verônica e Helena

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Virtudes da família, exemplo para resolver crise


Papa recebe em audiência a Fundação Centesimus Annus
CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 20 de outubro de 2011 (ZENIT.org) – Bento XVI propôs as virtudes da família como exemplo para resolver a crise econômica, ao receber os participantes da jornada "Família, empresa: superar a crise com novas formas de solidariedade", organizada pela FundaçãoCentesimus Annus.
Durante a audiência, o papa destacou que o mundo do trabalho, da economia e da empresa têm que se guiar pela cáritas, pelo amor, porque “o modelo familiar da lógica do amor, da gratuidade e da doação tem uma dimensão universal”.
O pontífice explicou que a justiça comutativa e a distributiva não são suficientes na convivência social.
“Para a verdadeira justiça, é necessária a gratuidade e a solidariedade”.
“A solidariedade é todos se sentirem responsáveis por todos; por isso ela não pode ser deixada só nas mãos do Estado”.
“Antes, pensava-se que a justiça vinha primeiro e a gratuidade depois, como um complemento, mas hoje é necessário dizer que sem a gratuidade não se consegue nem sequer a justiça”.
O papa indicou que “não é dever da Igreja definir as vias para encarar a crise atual”. “Porém”, prosseguiu, “os cristãos têm o dever de denunciar os males, testemunhar e manter vivos os valores em que se fundamenta a dignidade da pessoa, e promover as formas de solidariedade que favorecem o bem comum, para que a humanidade se torne a família de Deus”.
O presidente da Fundação Centesimus Annus, Domingo Sugranyes, explicou que “mesmo nas gravíssimas tensões e incertezas que enfrentamos em nosso trabalho empresarial”, a Fundação tenta contribuir com a “nova evangelização de que o mundo moderno precisa urgentemente”.
Por isso, anunciou o lançamento de um curso virtual de doutrina social da Igreja, organizado em estreita colaboração com a Universidade Pontifícia Lateranense.
Na segunda jornada da conferência de dois dias, em 14 de outubro, os debates se desenvolveram de maneira especialmente viva, com experiências pessoais sobre temas como o assistencialismo, benefícios sociais, mercado, produtividade, solidariedade, empresas sociais, sempre cotejados com a doutrina social da Igreja.
O reitor de Ciências Políticas da Universidade Católica de Milão, Alberto Quadrio Curzio, explicou a ZENIT que “às vezes há equívocos porque cada um de nós tem uma experiência pessoal de vida concreta”. “O aluno tende a exagerar o que faz, e nem sempre se dá conta de que a vida cotidiana é mais complexa. O empresário, por sua vez, insiste no seu próprio negócio”.
Devem-se focar “os valores comuns, que devemos não só viver, mas aprender a comunicar partindo da nossa experiência”.
Para o reconhecido economista, o ápice do congresso foi “a natureza polivalente da solidariedade: dentro da família, também quando ela se enfraquece, podemos reconstruí-la participando em comunidades mais amplas de solidariedade, em formas associativas”.
O congresso destacou a Centesimus Annus, que vê a empresa como uma comunidade e a comunidade familiar como modelo para a empresa.
Os participantes apontaram que os bens econômicos devem ficar em função do trabalho e da pessoa, visão que a encíclica Caritas in veritate aprofunda, propondo a lógica da gratuidade e do dom, não como filantropia, mas como relação de responsabilidade e solidariedade em que todos devem sentir-se responsáveis por todos.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

CARTA DO PAPA BENTO XVI AO PRESIDENTE DO PONTIFÍCIO CONSELHO PARA A FAMÍLIA EM VISTA DO VII ENCONTRO MUNDIAL DAS FAMÍLIAS DE 2012

Venerado Irmão Cardeal ENNIO ANTONELLI
Presidente do Pontifício Conselho para a Família

No encerramento do VI Encontro Mundial das Famílias, realizado na Cidade do México em Janeiro de 2009, anunciei que o próximo Encontro das famílias católicas do mundo inteiro com o Sucessor de Pedro teria lugar em Milão, no ano de 2012, sobre o tema: «A família: o trabalho e a festa». Desejando dar início agora à preparação deste importante acontecimento, é-me grato confirmar que, se Deus quiser, ele será realizado de 30 de Maio a 3 de Junho e, ao mesmo tempo, quero oferecer algumas indicações mais pormenorizadas a propósito da temática e das modalidades de realização.

O trabalho e a festa estão intimamente ligados à vida das famílias: condicionam as suas escolhas, influenciam os relacionamentos entre os cônjuges, e entre os pais e os filhos, incidem sobre a relação da família com a sociedade em geral e com a Igreja. A Sagrada Escritura (cf. Gn cap. 1-2) diz-nos que a família e o trabalho constituem dádivas e bênçãos de Deus para nos ajudar a viver uma existência plenamente humana. A experiência quotidiana garante que o desenvolvimento autêntico da pessoa exige quer as dimensões individual, familiar e comunitária, quer as actividades e as relações funcionais, como também a abertura à esperança e ao Bem sem limites.

Infelizmente, nos nossos dias a organização do trabalho, pensada e levada a cabo em função da concorrência de mercado e do máximo lucro, e a concepção da festa como ocasião de evasão e de consumo, contribuem para desagregar a família e a comunidade, bem como para difundir um estilo de vida individualista. Por conseguinte, é necessário promover uma reflexão e um compromisso destinados a reconciliar as exigências e os tempos de trabalho com aqueles da família, recuperando assim o verdadeiro sentido da festa, especialmente do domingo, Páscoa semanal, dia do Senhor e do homem, dia da família, da comunidade e da solidariedade.

O próximo Encontro Mundial das Famílias constitui uma ocasião privilegiada para reconsiderar o trabalho e a festa, a perspectiva de uma família unida e aberta à vida, bem inserida na sociedade e na Igreja, atenta à qualidade dos relacionamentos para além da economia do próprio núcleo familiar. Contudo, para que venha a ser autenticamente fecundo, o acontecimento não deveria permanecer isolado, mas inserir-se num adequado percurso de preparação eclesial e cultural. Portanto, formulo votos a fim de que já durante o ano de 2011, XXX aniversário da publicação da Exortação Apostólica Familiaris consortio, «magna charta» da pastoral familiar, possa ser empreendido um itinerário válido com iniciativas nos planos paroquial, diocesano e nacional, destinadas a salientar experiências de trabalho e de festa nos seus aspectos mais genuínos e positivos, com particular atenção à incidência sobre a vida concreta das famílias. Por isso, as famílias cristãs e as comunidades eclesiais do mundo inteiro sintam-se comprometidas e ponham-se com solicitude a caminho de «Milão 2012».

Como os precedentes, o VII Encontro mundial terá uma duração de cinco dias e culminará no final da tarde de sábado, com a «Festa dos Testemunhos» e na manhã de domingo, com a Missa solene. Estas duas celebrações, que serão por mim presididas, ver-nos-ão reunidos como «família de famílias». A realização global deste acontecimento será preparada de maneira a harmonizar inteiramente as várias dimensões: oração comunitária, reflexão teológica e pastoral, momentos de fraternidade e de intercâmbio entre as famílias hóspedes e as famílias do território, ressonância mediática.

O Senhor recompense desde já, com abundantes favores celestiais, a Arquidiocese ambrosiana pela generosa disponibilidade e pelo compromisso organizacional, posto ao serviço da Igreja universal e das famílias pertencentes a numerosas nações.

Enquanto invoco a intercessão da Sagrada Família de Nazaré, dedicada ao trabalho quotidiano e assídua nas celebrações festivas do seu povo, concedo de coração a Vossa Eminência, venerado Irmão, bem como aos Colaboradores, a Bênção Apostólica que, com especial afecto e de bom grado, estendo a todas as famílias comprometidas na preparação do grande Encontro de Milão.

Castel Gandolfo, 23 de Agosto de 2010.

PAPA BENTO XVI

DISCURSO DO PAPA BENTO XVI EM VIDEOCONFERÊNCIA POR OCASIÃO DA MISSA DE CONCLUSÃO DO VI ENCONTRO MUNDIAL DAS FAMÍLIAS

Santuário de Nossa Senhora de Guadalupe
Cidade do México, 18 de Janeiro de 2009
Amados irmãos e irmãs
1. Saúdo todos vós com afecto, no final desta solene celebração eucarística com que se está a concluir o VI Encontro Mundial das Famílias, na Cidade do México. Dou graças a Deus pelas inúmeras famílias que, sem poupar esforços, se reuniram ao redor do altar do Senhor.
Saúdo de modo especial o Senhor Cardeal Secretário de Estado, Tarcisio Bertone, que presidiu a esta celebração como meu Legado. Quero expressar o meu afecto e a minha gratidão ao Senhor Cardeal Ennio Antonelli, assim como aos membros do Pontifício Conselho para a Família, por ele presidido; ao Senhor Arcebispo Primaz do México, Cardeal Norberto Rivera Carrera; e a Comissão Central que se ocupou da organização deste VI Encontro Mundial. O meu reconhecimento estende-se a todos aqueles que, com a sua abnegada dedicação e entrega, tornaram possível a sua realização. Saúdo também os Senhores Cardeais e Bispos presentes na celebração, de modo particular os membros da Conferência do Episcopado Mexicano e as Autoridades desta querida Nação, que generosamente hospedaram e tornaram possível este importante acontecimento.
Os mexicanos sabem bem que estão muito próximos do coração do Papa. Penso neles e apresento a Deus Pai as suas alegrias e as suas esperanças, os seus projectos e as suas preocupações. No México, o Evangelho arraigou-se profundamente, forjando as suas tradições, a sua cultura e a identidade das suas nobres populações. É necessário cuidar deste rico património, para que continue a ser manancial de energias morais e espirituais, para enfrentar com intrepidez e criatividade os desafios do presente, e oferecê-lo como dádiva preciosa às novas gerações.
Participei com alegria e interesse neste Encontro Mundial, principalmente com a minha oração, dando orientações específicas e acompanhando atentamente a sua preparação e o seu desenvolvimento. Hoje, através dos meios de comunicação, peregrinei espiritualmente até esse Santuário mariano, coração do México e de toda a América, para confiar a Nossa Senhora de Guadalupe todas as famílias do mundo.
2. Este Encontro Mundial das Famílias quis animar os lares cristãos, a fim de que os seus membros sejam pessoas livres e ricas de valores humanos e evangélicos, a caminho da santidade, que é o melhor serviço que nós cristãos podemos oferecer à sociedade actual. A resposta cristã diante dos desafios, que a família e a vida humana em geral devem enfrentar, consiste em refortalecer a confiança no Senhor e o vigor que brota da própria fé, que se alimenta da escuta atenta da Palavra de Deus. Como é bonito reunir-se em família, para permitir que Deus fale ao coração dos seus membros através da sua Palavra viva e eficaz! Na oração, de forma especial mediante a recitação do Rosário como se fez ontem, a família contempla os mistérios da vida de Jesus, interioriza os valores que medita e sente-se chamada a encarná-los na sua vida.
3. A família é um fundamento indispensável para a sociedade e os povos, assim como um bem insubstituível para os filhos, dignos de vir à vida como fruto do amor, da entrega total e generosa dos pais. Como pôs em evidência Jesus, honrando a Virgem Maria e São José, a família ocupa um lugar primário na educação da pessoa. É uma verdadeira escola de humanidade e de valores perenes. Ninguém se deu a vida a si mesmo. Recebemos de outros a vida, que se desenvolve e amadurece com as verdades e os valores que aprendemos no relacionamento e na comunhão com os demais. Neste sentido, a família fundada no matrimónio indissolúvel entre um homem a uma mulher expressa esta dimensão de relacionamento, filial e comunitária, e é o âmbito onde o homem pode nascer com dignidade, crescer e desenvolver-se de maneira integral (cf. Homilia na Santa Missa por ocasião do V Encontro Mundial das Famílias, Valença, 9 de Julho de 2006).
No entanto, esta obra educativa é dificultada por um conceito errado de liberdade, em que o capricho e os impulsos subjectivos do indivíduo são exaltados a ponto de deixar cada um encerrado na prisão do próprio ego. A verdadeira liberdade do ser humano provém do facto de ter sido criado à imagem e semelhança de Deus, e por isso deve ser exercida com responsabilidade, optando sempre pelo bem verdadeiro, a fim de que se transforme em amor, em dom de si mesmo. Para isto, mais do que teorias são precisos a proximidade e o amor característicos da comunidade familiar. É no lar que se aprende a viver verdadeiramente, a valorizar a vida e a saúde, a liberdade e a paz, a justiça e a verdade, o trabalho, a concórdia e o respeito.
4. Hoje mais do que nunca são necessários o testemunho e o compromisso público de todos os baptizados, para reafirmar a dignidade e o valor único e insubstituível da família fundada no matrimónio de um homem com uma mulher e aberto à vida, assim como da vida humana em todas as suas etapas. Devem-se promover também medidas legislativas e administrativas que ajudem as famílias nos seus direitos inalienáveis, necessários para dar continuidade à sua missão extraordinária. Os testemunhos apresentados na celebração de ontem mostram que também hoje a família pode manter-se firme no amor de Deus e renovar a humanidade no novo milénio.
5. Desejo manifestar a minha proximidade e assegurar a minha oração por todas as famílias que dão testemunho de fidelidade em circunstâncias particularmente árduas. Encorajo as famílias numerosas que, vivendo às vezes no meio de contrariedades e incompreensões, dão um exemplo de generosidade e confiança em Deus, desejando que não lhes faltem as ajudas necessárias. Penso inclusive nas famílias que sofrem por causa da pobreza, da enfermidade, da marginalização ou da emigração. E de maneira muito especial nas famílias cristãs que são perseguidas por causa da sua fé. O Papa está muito próximo de todos vós e acompanha-vos no vosso esforço de cada dia.
6. Antes de concluir este encontro, apraz-me anunciar que o VII Encontro Mundial das Famíliasterá lugar, se Deus quiser, na Itália, na cidade de Milão, no ano de 2012, sobre o tema: "A família, o trabalho e a festa". Agradeço sinceramente ao Senhor Cardeal Dionigi Tettamanzi, Arcebispo de Milão, a amabilidade com que aceitou este importante compromisso.
7. Confio todas as famílias do mundo à protecção da Santíssima Virgem, tão venerada na nobre terra mexicana, sob a denominação de Guadalupe. A Ela, que nos recorda sempre que a nossa felicidade consiste em cumprir a vontade de Cristo (cf. Jo 2, 5), digo-lhe agora:
Santíssima Mãe de Guadalupe,
que manifestaste o teu amor e a tua ternura
aos povos do continente americano,
enche de alegria e de esperança todos os povos
e todas as famílias do mundo.
A ti, que precedes e orientas o nosso caminho de fé
para a pátria eterna,
confiamos as alegrias, os projectos,
as preocupações e os anseios de todas as famílias.
Ó Maria,
a ti recorremos, confiando na tua ternura de Mãe.
Não desatendas as súplicas que te dirigimos
por todas as famílias do mundo,
neste período crucial da história,
aliás, acolhe todos nós no teu Coração de Mãe
e acompanha-nos no nosso caminho para a pátria celestial.
Amém!