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sexta-feira, 25 de maio de 2012

A Escalada do Euro e a Providência Divina

Uma das tarefas que foi sendo postergada até o último minuto foi a compra de Euros. Perdi uma grande baixa do euro no final de fevereiro achando que se manteria ou poderia baixar, o que não ocorreu. A cada dia o Euro aumentava mais e mais e eu ficava esperando ele cair novamente e nada.
De 2,24 em fevereiro a 2,65 a uns dias atrás.
Estava pensando em publicar dias atrás um post sobre essa "Escalada do Euro" e como isso afetava a viagem, já tinha até tirado um gráfico com a evolução. Como me falta fé, eu pensava: Me dei mal... Mas é aí que a Providência Divina aparece e só não vê quem não quer.
Reparem o pico, e a queda abrupta, 15 centavos em 3 dias. Para baixo todo Santo ajuda...
Bom, é claro que ainda não voltou ao patamar de fevereiro mas certamente foi um sinal de que alguém andou mexendo os pauzinhos para que nós não ficássemos tão endividados. Quem sabe ainda não vai cair mais um pouco e a fatura do cartão vem mais baixa...

E isso não é tudo. Contactei todos meus amigos que viajam por aí para ver se algum tinha Euros guardados e pude ver o valor da amizade quando eles me cobravam menos do que o valor do câmbio ou se desfaziam de algo que provavelmente eles iriam precisar alguns meses depois. No final consegui uma boa quantia por preços excelentes. Para agradecê-los coloquei o nome deles na página de Agradecimentos. Deus obrigado, pelos amigos e pela Mão Invisível da Economia...

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Estimativas

Uma vez que decidimos ir à peregrinação, Felipe achou por bem fazermos uma estimativa do custo total da viagem (Ele é fã de estimativas!) para sabermos se teríamos alguma mínima condição de bancar tal empreitada.

Lembrando de nossas peregrinações anteriores e outras viagens ao exterior, resolvemos nos basear num dos roteiros sugeridos pela agência que organiza a peregrinação para o Catecumenato: Veneza-Milão-Turim-Biella-Florença-Assis-Roma em 13 dias. Iniciamos, então, determinando com o quê precisaríamos gastar: passagens,  hospedagem, transporte, alimentação, a inscrição no evento e extras, o que incluiria, por exemplo, a compra de entradas a certos lugares.

Para estipularmos os valores a cada uma dessas necessidades, usamos de diferentes abordagens. Para o valor das passagens, consultamos os sites Decolar, Submarino Viagens e Americanas Viagens, uma das agências de viagens CVC e a Memorial Turismo, a agência elaboradora do roteiro. Para o gasto com transporte, consultamos os sites de trem Raileurope, Railpass, e Trenitália, e de aluguel de carro, como Europcar e Hertz, lembrando que necessitamos de 7 assentos! Para o valor com alimentação, acertamos primeiro que faríamos 2 refeições/dia em restaurantes e para os lanches compraríamos comida em supermercados e aí consultamos diversos blogs de viajantes e jornalistas para sabermos mais ou menos quanto custaria um prato de comida na Itália. Os gastos extras ficariam para depois, pois precisaríamos ter um roteiro mais específico. Então, chutamos um valor.

Com um total aproximado, pudemos enfim concluir que a viagem só seria possível se conseguíssemos verba que proviesse de outras fontes, além das nossas próprias. Daí, imediatamente, decidimos arregaçar as mangas e começar com trabalhos extras.

Próximo post: os primeiros trabalhos

domingo, 30 de outubro de 2011

Baixa fertilidade e baixo crescimento econômico


A importância social do casamento e da família
Por Padre John Flynn, LC
ROMA, domingo, 23 de outubro de 2011 (ZENIT.org)) – A redução do número de nascimentos e de casamentos terá impacto significativo na economia e na sustentabilidade das políticas assistenciais e de segurança social. Esta é a advertência de The Sustainable Demographic Dividend: What Do Marriage & Fertility Have To Do With the Economy? [O dividendo demográfico sustentável. O que o casamento e a fertilidade têm a ver com a economia?, n.d.t.], documento publicado pelo Social Trends Institute e financiado por organizações de famílias e universidades.

O Social Trends Institute é um organismo de pesquisas sem fins lucrativos, com sede em Barcelona e em Nova Iorque, que estuda quatro temáticas: família, bioética, cultura & estilos de vida e governo corporativo.
A prosperidade das economias aumentará ou diminuirá conforme o tratamento dado às famílias, diz o informe, indicando duas grandes tendências que preocupam:
Primeira: a população idosa e dependente está sofrendo um aumento brusco, enquanto a população em idade de trabalho está estancada ou diminui em muitos países desenvolvidos.
Segunda: o número de crianças em famílias de pais casados está se reduzindo com rapidez.
O termo demographic dividend, do título do informe, foi utilizado por alguns economistas para explicar a aceleração do crescimento econômico nos países asiáticos em que o aumento demográfico caiu bruscamente. O freio demográfico teria liberado recursos para estimular o crescimento econômico.
Este dividendo é, em realidade, um empréstimo, que precisa ser devolvido. O estancamento econômico do Japão nos últimos anos se deve em parte à baixa fertilidade registrada a partir dos anos 70, segundo o informe.
A experiência japonesa é uma advertência para a China, que viu sua taxa de natalidade cair abaixo do limite de substituição nos anos 90. Muito provavelmente, o gigante chinês terá uma redução do crescimento econômico nas próximas décadas, devida à redução da sua força de trabalho.

Qualidade
As economias estarão sob pressão não só por causa da redução dos trabalhadores, mas também devido à qualidade reduzida. O casamento está em declive em muitos países. O conjunto de divórcios, convivências e famílias de um só pai implica um grande número de crianças nascendo fora de famílias casadas. Isto acontece em muitos países europeus e na América do Norte, onde 40% ou mais nascem de pais não casados.
O informe destaca a Suécia, onde 55% das crianças nascem de pais não casados. Apesar da ampla aceitação social da convivência e do apoio jurídico e econômico que esses casais recebem, suas famílias são muito menos estáveis do que as casadas. Os filhos de casais não unidos em matrimônio têm probabilidade 75% maior de que seus pais se separem antes que eles cheguem aos 15 anos de idade.
As crianças criadas por um só dos pais também têm probabilidades 50% superiores de desenvolver problemas psicológicos, com drogas, alcoolismo, tentativas de suicídio ou suicídio consumado.
A pesquisa mostra que os filhos de famílias instáveis têm menos probabilidades de sucesso nos estudos e no trabalho, e que os homens casados que permanecem casados trabalham mais e ganham mais.
Segundo o informe, “os países que têm uma cultura matrimonial relativamente mais forte, como a China, a Índia e a Malásia, provavelmente terão dividendos de longo prazo”. Mas, infelizmente, muitos países não se encontram nesta posição afortunada.

Propostas
O informe não é de todo pessimista. Propõe:
- Maior apoio às empresas familiares, agrícolas ou não, que garantam mais estabilidade econômica às famílias.
- Ajudar os jovens a conseguir emprego seguro e duradouro, evitando o trabalho ocasional ou por contrato. Um trabalho seguro permite começar uma família e ter filhos.
- Habitação a custos razoáveis. Os elevados preços dos imóveis se associam a taxas de fertilidade baixas em todo o mundo.
- Flexibilidade para as mulheres que preferem combinar as responsabilidades familiares com o trabalho, para poderem fazê-lo sem deixar o emprego ou a jornada completa.
- Os governos deveriam apoiar o casamento e educar as pessoas sobre as suas vantagens, bem como sobre as desvantagens das uniões informais.
- Incentivar a poupança entre os jovens e dar mais apoio financeiro aos casais com filhos.
- Fazer um esforço para “polir” a cultura contemporânea contrária à família e promotora da promiscuidade.
- Os governos deveriam respeitar a contribuição positiva que a religião pode dar à família.
O papa Bento XVI falou recentemente da importância do casamento. Falando a um grupo de jovens noivos em Ancona, Itália, ele os encorajou a enfrentar os desafios que a cultura de hoje impõe à fidelidade matrimonial.
“A estabilidade da sua união no sacramento do matrimônio permitirá aos seus filhos crescerem confiados na bondade da vida”, afirmou o papa. “Fidelidade, indissolubilidade e transmissão da vida são os pilares de toda família, verdadeiro bem comum, patrimônio precioso para toda a sociedade”.
Um conselho não só religioso, mas também econômico.