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terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Nossa passagem pela Polícia Federal

Para podermos ir ao Encontro em Milão, eu precisava renovar meu passaporte (pois viagem ao exterior já era algo do tempo de outrora...) e as crianças precisavam tirar os seus pela primeira vez. 

As entrevistas na Polícia Federal causaram uma pequena comoção. Ainda bem que Eliena generosamente nos acompanhou e nos ajudou a cuidar das crianças! Fora a área de espera estar cheia de brasileiros e haitianos, a sala de entrevistas tinha alguns aparatos fotográficos bem no centro. Os fundos brancos caíam só de encostar neles!

Apesar da dificuldade, ainda deu para tirar uma foto.
Três atendentes resolveram agilizar nossa estada lá, e cada uma pediu a documentação de um dos nossos filhos. O problema era entregar os nossos documentos de pais (RG e CPF) quando elas requisitavam. Fiquei doidinha de lá para cá com certidões de nascimento, CPFs, GRUs e fotos das menores. Uma das atendentes ainda quis mostrar Verônica e Clara para suas colegas de trabalho em outra sala! 

Nossa passagem pela PF foi meio conturbada, mas positiva para mim, pois meus filhos se comportaram bem e pude observar que preciso sempre manter a organização enquanto supervisiono eles. 

Mais um passo rumo ao EMF 2012! Agora já temos passagens, reservas e passaportes em mãos! 

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Santa Helena

Helena nasceu no século 3o no Império Romano. Filha de plebeus, era bondosa, inteligente e muito bonita. Trabalhando como faxineira em uma hospedaria, conheceu Constâncio Cloro, como quem se casou e teve um filho, Constantino.

Alguns anos depois, o imperador Maximiano nomeou Constâncio seu sucessor e obrigou-o a casar com sua enteada, Teodora. Constâncio aceitou e, quando se mudou para Roma, levou o filho. Quinze anos mais tarde, com a morte do pai, Constantino convidou a mãe para morar com ele.

Helena foi importante conselheira do filho. Para ser imperador, ele teria que derrotar Maxêncio, filho de Maximiano que havia perdido o trono. A batalha entre eles aconteceu em Roma, em 312. Helena tentou convencer o filho a converter-se ao catolicismo antes de lutar, mas Constantino não se decidiu. Durante a peleja, ele viu uma cruz no céu com os dizeres "Use este sinal e vencerá". Ganhou a batalha, tornou-se imperador e mandou pintar a cruz nas bandeiras de sua guarda.

Desse dia em diante os cristãos deixaram de ser perseguidos pelos romanos. Helena viajou por todo o império, auxiliando pobres e doentes e construindo igrejas. Conta-se que em suas peregrinações ela teria encontrado a cruz em que Jesus foi crucificado.

Perto de fazer 80 anos, voltou a Roma e morreu ao lado do filho. Está enterrada ali, na igreja que leva seu nome. Seu culto chegou ao Brasil com imigrantes espanhóis, que acreditavam que ela protegia navios de trovões e raios. É também padroeira dos pintores e das costureiras.

sábado, 3 de setembro de 2011

Família de 11 filhos suscita admiração, simpatia e espanto nos EUA

A família de Larry e Jen Kilmer com seus onze filhos atraiu uma onda de simpatia quando o esquerdizante diário “The Washington Post” lhe consagrou uma página entre incrédulo, escandalizado e estupefato.

Quando o censo diz que há menos de uma criança por lar nos EUA, a família Kilmer parece uma anomalia inimaginável e ingovernável.

Larry, o pai, é professor e Jen, a mãe, é dona de casa. Porém, a despeito de anos de ingentes tarefas para manter os filhos, eles ostentam grande alegria.

“Ri-se muito em casa”, diz Jen, e os jogos começam em instantes. “Poucas famílias podem dizer o mesmo”, acrescenta.

O lar dos Kilmer não é rico, mas bem arrumado, as camas sempre feitas, as roupas nos armários e as crianças ajudando nas tarefas caseiras.

“As pessoas sempre perguntam: ‘como é que você arranja tempo para você mesma?’ – Mas, quando você se dá conta de que há algo na vida que vale mais do que ‘viver para você mesma’ [...] você acredita que esse ‘tempo para si próprio’ está exageradamente supervalorizado”.

Larry e Jen se conheceram em 1994, quando trabalhavam num colégio católico. Jen sempre desejou ter muitos filhos e Larry não tinha idéias preconcebidas. Os dois concordaram em aceitar os filhos que Deus quissesse enviar.

Santuário do Rosário de Judas Tadeu
(São Domingos), Washington DC

O dia de Jen começa às 5 da manhã. Às 6:30 ela assiste à Missa no santuário católico de São Judas Tadeu, Washington DC, e em seguida Larry leva os filhos mais velhos para a escola.

Os menores ficam em casa ajudando Jen na limpeza da casa, fazendo os leitos, pondo a roupa para lavar.

As crianças estão de volta às 15:00 h, tomam um lanche e começam as tarefas escolares.

A família janta reunida à mesma mesa. E a preparação para dormir começa pelas 19:30, com as crianças tomando banho.

Por volta das 21:00 h todas as crianças estão dormindo. É o primeiro momento de repouso de Jen no dia, após a Missa assistida 14 horas antes.

“Eu aprendi a trabalhar duro, diz ela. Deus estava me preparando”.

As dificuldades econômicas não são pequenas e o ordenado de Larry é mediano. As crianças vão a uma escola católica e a família chega com o justo ao fim do mês.

Porém, o exemplo do casal comove os vizinhos. “Achamos malas com roupa na nossa porta e nem mesmo sabemos de onde vieram”, diz Jen. Jarry acrescenta que eles ganham também móveis, alimentos, brinquedos que nunca pediram.

“Cada ano isso acontece mais e mais”, diz ele. “E a generosidade deles nos leva a sermos generosos com os outros”. Os Kilmers com frequência dão roupas a outras famílias. É uma lição maravilhosa para as crianças, explicam eles.

Uma vez, quando quase toda a família ficou doente, a notícia se espalhou no bairro e, em poucas horas, parentes, amigos, vizinhos e colegas apareceram na porta para cozinhar, limpar e vigiar as crianças.

“Você tem sempre alguém com quem brincar”, diz Michelle, 10, sobre os benefícios de ter muitos irmãozinhos. “Voce nunca está chateada”, explica Cristina, 12. “Quando você tem irmãos da mesma idade, você aprende a fazer amigos”.

Quando cresce o coro dos apelos “mãe!”, Jen permanece calma e carinhosa. É evidente, comenta o jornal laicista, que sua paz de alma vem da fé católica.

“De alguma maneira, Deus sempre providencia”, diz ela frequentemente, “por vias que você nem imagina”. Essa fé inspira também as crianças.

Provavelmente não vão nascer mais crianças por causa da idade do casal. “Mas nós gostaríamos. Aceitaremos todos os que vierem”, diz ela.

O “The Washington Post”, tribuna habitual da revolução antifamiliar, encerrou atônito a reportagem diante de tão bom exemplo de família.

É que de fato o lar bem constituído, quando voltado para a Igreja Católica e Deus Nosso Senhor, tem qualquer coisa de inexprimível e atrai as bênçãos e os auxílios divinos. E isso não tem preço.

Fonte: Luis Dufaur - IPCO

Reportagem Original - Washington Post