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domingo, 11 de dezembro de 2011

Roma: São João Latrão, São Paulo e Sta. Maria Maior

As três mais importantes igrejas de Roma são: Basílica de São João Latrão, Basílica de São Paulo Extramuros e Basílica de Santa Maria Maior. Juntamente com a Catedral de São Pedro, representam o fundamento da fé católica.

A Basílica de São João Latrão é a Mãe e Cabeça de todas as igrejas, portanto a mais importante do mundo, pois possui o trono papal.
Fachada da Basílica de São João Latrão
Interior da Basílica de S. João Latrão
A Basílica de São Paulo Extramuros representa a igreja missionária.

Fachada da Basílica de São Paulo Extramuros
Interior da Basílica de São Paulo
A Basílica de Santa Maria Maior remete à santidade gerada por Maria.  

Fachada da Basílica de Santa Maria Maior
Interior da Basílica de Sta. Maria Maior


Vaticano: São Pedro

O Vaticano ostenta uma das mais belas igrejas do mundo. Maior catedral do mundo, possui inúmeras obras de arte de artistas famosos como Michelangelo e Benini. 

É um dos quatro pilares da fé católica, representando a missão apostólica da igreja, fundada sobre Pedro. As outras três estão na cidade de Roma (ver próximo post). 

Entrada da Catedral de São Pedro no Vaticano
Interior da Catedral de São Pedro (Só um pedaço...)




terça-feira, 6 de dezembro de 2011

O chamado à santidade no casamento


Encontro destaca o casal de beatos Luigi e Maria Beltrame Quattrocchi
Por Salvatore Cernuzio
ROMA, quarta-feira, 30 de novembro de 2011 (ZENIT.org) - "Quando um homem e uma mulher se tornam um só no matrimônio, eles deixam de ser vistos como criaturas terrestres: tornam-se a própria imagem de Deus". Nunca houve uma personificação mais plástica destas palavras de São João Crisóstomo do que os cônjuges Luigi e Maria Beltrame Quattrocchi, o primeiro casal beatificado na história da Igreja.
Beatos não “apesar do casamento”, mas precisamente por causa dele. O casal não foi elevado aos altares por ter fundado alguma congregação missionária, mas simplesmente porque viveu o casamento como um caminho concreto para a santidade e para Deus.
A data de celebração do casal beato na diocese de Roma é 25 de novembro, aniversário do casamento celebrado em Santa Maria Maggiore em 1905. Em fevereiro de 1994, foi iniciada no Tribunal para a Causa dos Santos do Vicariato de Roma a causa da canonização. João Paulo II beatificou-os em 21 de outubro de 2011, no vigésimo aniversário da Familiaris Consortio.
Justo nos dias em que o Vaticano realiza a Assembleia Plenária do Pontifício Conselho para a Família, que aborda o trigésimo aniversário da fundação do dicastério, foi realizada no Capitólio romano, neste 25 de novembro, a conferência Cidadãos autênticos: nos passos de Maria e Luigi.
O encontro, dez anos após a beatificação do casal, procurou chamar a atenção para um aspecto que vai além do cristão e educativo: o ético e civil, enfatizando a contribuição que Luigi e Maria deram à cidade de Roma e a toda a Itália como "cidadãos autênticos".
“Quando falam dos meus pais, as pessoas sempre falam de casamento, família, educação dos filhos”, disse Enrichetta Beltrame Quattrocchi, quarta e última filha do casal, convidada especial da conferência. “Mas nunca falam da vida deles como cidadãos, que foi intensa".
“Por isso nós optamos pela Capitólio”, continuou Enrichetta, incansável aos 97 anos de idade. “Porque é um lugar de profundo valor institucional e de vínculo significativo com os cidadãos, mas principalmente porque eu me comovi quando o papa Bento XVI, em 9 de março de 2009, na hora de saudar os romanos destacando as glórias de Roma, nomeou os santos que trabalharam por esta cidade e, entre eles, os meus pais”.
Entre os muitos e ilustres convidados do encontro, estão Dom Luciano Suriani, delegado das Representações Pontifícias; Dom Paolo Mancini, vigário para a pastoral familiar da diocese de Roma; Marco Pomarici, presidente da Assembleia Capitolina; Salvatore Martinez, presidente da Renovação Carismática italiana; Maria Voce-Emmaus, presidente do movimento dos Focolares, e muitos outros.
“Maria e Luigi foram exemplos vivos de como a vida cotidiana pode concretizar o chamado à santidade, que é a medida da vida cristã diária”, disse Dom Suriani . “Cinquenta anos atrás, o Concílio Vaticano II lançou um apelo à santidade da família e ele se realizou graças aos dois beatos. Precisamos que todas as famílias do nosso tempo, a exemplo deles, também se tornem pequenas igrejas, verdadeiras escolas de oração”.
É uma missão que os Beltrame realizaram plenamente como esposos e pais, como fica demonstrado pelo fato de que os quatro filhos, ao crescerem, sentiram o chamado de Deus à vida religiosa: Filippo (Don Tarcisio) é padre diocesano; Stefania (irmã Maria Cecilia) é freira beneditina; Cesare (padre Paolino) é monge trapista, e Enrichetta, a caçula, é leiga consagrada.
Mas também é uma missão que se concretizou no engajamento civil, no respeito pela democracia, pelas instituições, pela cidade, no próprio trabalho (Luigi era advogado e Maria era escritora e enfermeira) em benefício da sociedade, particularmente dos pobres, doentes e aflitos.
Antonio Conte, presidente da Ordem dos Advogados de Roma, falou precisamente sobre isto: "Luigi Beltrame Quattrocchi nos oferece uma imagem do advogado, talvez menos comum hoje em dia, mas essencial para a compreensão da função de quem é ad-vocatus, ‘chamado com’, ‘chamado junto de’, para aqueles que precisam de assistência. Esta belíssima profissão se transforma em serviço puro, humanidade, santidade para a Igreja, se for acompanhada de um inclinar-se diante do homem para compartilhar, para carregar os fardos juntos com os oprimidos, para alegrar-se com aqueles que estão em festa. Ser ‘humano’ desta forma é algo que torna o advogado uma pessoa que tem uma missão na sociedade civil. Eu diria que esses elementos fizeram do advogado Beltrame Quattrocchi uma pessoa que realmente viveu o carisma da sua profissão, infundindo a alma cristã na atividade que realizava".
Também foi apresentada durante o encontro a Associação A.Mar.Lui, nascida por desejo da filha Enrichetta e presidida por Attilio Danise e Giulia Paola di Nicola, voltada principalmente aos cônjuges e namorados, mas aberta a todos: solteiros, sacerdotes, religiosos e todos aqueles "que desejem alimentar um espírito de família na Igreja e na sociedade, estar perto das famílias e das suas necessidades", como explicaram os presidentes.
Para selar o dia cheio de memórias e de emoções, foi oferecido o recital Uma auréola para dois, dedicado à vida dos beatos, na Domus Mariae de Roma, reunindo na mesma noite todos os participantes do encontro, inclusive famílias de diversas regiões italianas, membros da A.mar.Lui. e dos Focolares, assim como os participantes da reunião da CEI (Conferência Episcopal Italiana) sobre os 30 anos da Familiaris Consortio.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Duomo de Milão

Peregrinação consiste em uma viagem de cunho religioso onde se visita santuários.

Nossa peregrinação à Itália tem como fim principal o VII Encontro Mundial das Famílias, porém antes e depois da semana do evento visitaremos outras cidades que guardam verdadeiras relíquias da Igreja.

Decidimos compartilhar com vocês alguns desses santuários que visitaremos. Portanto, durante essa semana, todo dia divulgaremos algumas imagens (tiradas da web) desses templos com um breve comentário.

Começamos hoje por Milão. Curiosamente, a cidade italiana mais moderna, porém a com o maior número de igrejas e onde reside a obra-prima inúmeras vezes restauradas A Última Ceia de Leonardo da Vinci.

Duomo de Milão. Catedral com 45m de altura e 136 pontas de mármore.
Interior do Duomo de Milão.
Fachada da Igreja de Santa Maria delle Grazie, onde da Vinci pintou A Última Ceia
Afresco A Última Ceia de Leonardo da Vinci no refeitório da Sta.Ma.delle Grazie

sábado, 3 de setembro de 2011

Família de 11 filhos suscita admiração, simpatia e espanto nos EUA

A família de Larry e Jen Kilmer com seus onze filhos atraiu uma onda de simpatia quando o esquerdizante diário “The Washington Post” lhe consagrou uma página entre incrédulo, escandalizado e estupefato.

Quando o censo diz que há menos de uma criança por lar nos EUA, a família Kilmer parece uma anomalia inimaginável e ingovernável.

Larry, o pai, é professor e Jen, a mãe, é dona de casa. Porém, a despeito de anos de ingentes tarefas para manter os filhos, eles ostentam grande alegria.

“Ri-se muito em casa”, diz Jen, e os jogos começam em instantes. “Poucas famílias podem dizer o mesmo”, acrescenta.

O lar dos Kilmer não é rico, mas bem arrumado, as camas sempre feitas, as roupas nos armários e as crianças ajudando nas tarefas caseiras.

“As pessoas sempre perguntam: ‘como é que você arranja tempo para você mesma?’ – Mas, quando você se dá conta de que há algo na vida que vale mais do que ‘viver para você mesma’ [...] você acredita que esse ‘tempo para si próprio’ está exageradamente supervalorizado”.

Larry e Jen se conheceram em 1994, quando trabalhavam num colégio católico. Jen sempre desejou ter muitos filhos e Larry não tinha idéias preconcebidas. Os dois concordaram em aceitar os filhos que Deus quissesse enviar.

Santuário do Rosário de Judas Tadeu
(São Domingos), Washington DC

O dia de Jen começa às 5 da manhã. Às 6:30 ela assiste à Missa no santuário católico de São Judas Tadeu, Washington DC, e em seguida Larry leva os filhos mais velhos para a escola.

Os menores ficam em casa ajudando Jen na limpeza da casa, fazendo os leitos, pondo a roupa para lavar.

As crianças estão de volta às 15:00 h, tomam um lanche e começam as tarefas escolares.

A família janta reunida à mesma mesa. E a preparação para dormir começa pelas 19:30, com as crianças tomando banho.

Por volta das 21:00 h todas as crianças estão dormindo. É o primeiro momento de repouso de Jen no dia, após a Missa assistida 14 horas antes.

“Eu aprendi a trabalhar duro, diz ela. Deus estava me preparando”.

As dificuldades econômicas não são pequenas e o ordenado de Larry é mediano. As crianças vão a uma escola católica e a família chega com o justo ao fim do mês.

Porém, o exemplo do casal comove os vizinhos. “Achamos malas com roupa na nossa porta e nem mesmo sabemos de onde vieram”, diz Jen. Jarry acrescenta que eles ganham também móveis, alimentos, brinquedos que nunca pediram.

“Cada ano isso acontece mais e mais”, diz ele. “E a generosidade deles nos leva a sermos generosos com os outros”. Os Kilmers com frequência dão roupas a outras famílias. É uma lição maravilhosa para as crianças, explicam eles.

Uma vez, quando quase toda a família ficou doente, a notícia se espalhou no bairro e, em poucas horas, parentes, amigos, vizinhos e colegas apareceram na porta para cozinhar, limpar e vigiar as crianças.

“Você tem sempre alguém com quem brincar”, diz Michelle, 10, sobre os benefícios de ter muitos irmãozinhos. “Voce nunca está chateada”, explica Cristina, 12. “Quando você tem irmãos da mesma idade, você aprende a fazer amigos”.

Quando cresce o coro dos apelos “mãe!”, Jen permanece calma e carinhosa. É evidente, comenta o jornal laicista, que sua paz de alma vem da fé católica.

“De alguma maneira, Deus sempre providencia”, diz ela frequentemente, “por vias que você nem imagina”. Essa fé inspira também as crianças.

Provavelmente não vão nascer mais crianças por causa da idade do casal. “Mas nós gostaríamos. Aceitaremos todos os que vierem”, diz ela.

O “The Washington Post”, tribuna habitual da revolução antifamiliar, encerrou atônito a reportagem diante de tão bom exemplo de família.

É que de fato o lar bem constituído, quando voltado para a Igreja Católica e Deus Nosso Senhor, tem qualquer coisa de inexprimível e atrai as bênçãos e os auxílios divinos. E isso não tem preço.

Fonte: Luis Dufaur - IPCO

Reportagem Original - Washington Post